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Segunda-feira, 26 de Abril de 2004
Velejar...


Imagem de Erika Brooke Baque


"Navegar, navegar
Ir ao fundo e voltar"
Já dizia o poeta
Prefiro manter-me à tona
E deixar que me leves a velejar
Subir à gávea e o horizonte olhar
Fechar os olhos
E nesse sonho embarcar

publicado por Anjo do Sol às 21:19
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Domingo, 25 de Abril de 2004
25 de Abril - Um cravo perdido na memória do passado

TANTO MAR

Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim

Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim

Chico Buarque, na versão que foi censurada de 1975
A segunda versão em 1978, teve algumas alterações.

Aqui fica a homenagem a todos os militares que se arriscaram a levar em frente este golpe que nos permite vivermos hoje em liberdade. Que nos permite erguer a voz e gritar quando não estamos contentes com o que nos tentam impôr, mesmo que nada façamos! Sim, porque as nossas vozes não se erguem em protesto, baixamos a cabeça a uma falsa democracia e vamos vivendo, pensando apenas nas memórias do passado, no dia em que em alta voz se gritava: "MFA! O Povo está contigo!" ou "Povo unido, jamais será vencido!". Pensem nesta última frase e perguntem-se onde é que se vê esse povo unido? Fazemos alguma coisa para mudar o estado em que estamos? Não! Limitamo-nos a esperar que as coisas melhorem sem quase nada fazer por isso. E os nossos protestos são gritos mudos presos na garganta! E hoje, dia 25 de Abril de 2004, 30 anos volvidos sobre o dia em que se respirava liberdade, depois da opressão e ditadura, o que respiramos nós? Qual o grito de hoje? Liberdade? Democracia? 25 de Abril sempre? Sim será sempre, em cada ano, mas de significado simbólico apenas. Como apenas são estas palavras. Hoje foi dia de festa, a festa do dia 25 de Abril de há 30 anos, quando deveria ser a festa do "25 de Abril" de todos os dias. E os cravos de Abril? Já não têm a mesma fragrância... Os verdadeiros cravos ficaram perdidos no passado...

publicado por Anjo do Sol às 21:47
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Sexta-feira, 23 de Abril de 2004
Autopsicografia

pessoa1912.jpg


O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


(eternamente, Fernando Pessoa) 


 


 

publicado por Anjo do Sol às 22:25
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6ª Feira

Hoje é 6ª feira!
O bom humor é algo geral, com pequenas excepções.
E eu pergunto-me: - Será do tempo que se faz sentir hoje, com este Sol radiante... ou será do fim de semana que se inicia?
Na realidade, já em tempos me questionei depois de uma notável diferença no atendimento por parte de alguns funcionários públicos no decorrer de uma semana. Achei engraçado o facto de o humor das pessoas, não todas claro, se ir alterando conforme a semana vai avançando. Então quando chega a 6ª feira, parece que acabaram de receber um presente.
Será que somos assim tão influenciados pelos fins de semana?
Será que já não existe prazer no trabalho que se faz, que leva as pessoas a esperarem ansiosamente por todos os fins de semana?
E qual o motivo de tão grande euforia pela aproximação destes dois dias?
O descanso?
Mais tempo com a família?
Sair com o namorado?
Passear?
Qual o vosso motivo?
Para mim, a diferença dos dias é pouco ou nenhuma, excepto quando há algum acontecimento em algum fim de semana.

publicado por Anjo do Sol às 13:45
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Toc toc toc

Toc toc toc
Serás tu quem vem visitar-me?
Ou será apenas um sonho?
Será o meu desejo em ver-te
que faz com que oiça
as batidas suaves na minha porta?
toc toc toc
Oiço de novo
Abro os olhos
É noite escura
Levanto-me com o corpo tremente
Com a esperança de te ver
De te ouvir
Poder tocar-te
E sentir o teu cheiro invadir-me
Encosto o rosto à porta de madeira
o toc toc toc parou
Regresso à cama
Os pés arrastando-se
Como se levasse comigo
o peso de uma vida
Era um sonho
Apenas um sonho
Igual a tantos outros

publicado por Anjo do Sol às 01:22
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Quinta-feira, 22 de Abril de 2004
As minhas férias - Parte III (última)

E não é que me tinha esquecido de relatar o resto das minhas férias?
Realmente! Mas, acho que o subconsciente anda a tentar esconder a lembrança do que se passou no dia seguinte. Enfim... razões que a razão desconhece.
Mas, vamos lá continuar para a última etapa.
No dia 9 levantei-me um pouco mais tarde para descansar da viagem da véspera. Arrumei o que tinha a arrumar, tomei o pequeno almoço, guardei as bagagens no carro, tratei da cachorra, dos piriquitos (um dia falo da família enorme de piriquitos que habita o meu quintal) e passei à última tarefa antes de me fazer à estrada: verificar óleo e água no carro. Tudo estava em ordem: ambos num nível razoável, em perfeitas condições.
Lá entrei no IC19, como não podia deixar de ser mas, desta vez, sem o trânsito habitual, pois trava-se de feriado, e cheguei à via para a Ponte 25 de Abril sem quaisquer problemas. E foi aí que tudo começou!
O trânsito era bastante intenso, o que não me admirava, apesar de não se encontrar completamente compacto. Já no tabuleiro da ponte, comecei a reparar que o meu carro estava com alguma dificuldade no desenvolvimento da marcha, mas pensei comigo que não devia ser nada de mais e até podia ser impressão minha. Continuei a viagem.
Já perto da zona em que a A12 vem desembocar na A2 o trânsito tornou-se quase caótico, no "pára-arranca" que é bem conhecido de quem costuma andar de carro horas de ponta. Por momentos, parecia que estava no famigerado IC19, em hora de ponta para regressar a casa, após um dia de trabalho.
Mas, nada disso! Era apenas a ânsia dos portugueses em se dirigir para Sul.
Nessa zona, comecei a notar algo mais no carro, algo de muito estranho: um imenso fumo que saía do tubo de escape. Pensei: "Mau! Isto já não é normal!". O problema é que continuei a pensar que não seria nada de grave, já que o carro tinha vindo da revisão geral 8 dias antes.
Ainda olhei para a berma a ver se poderia encostar o carro mas, com o trânsito que estava era complicado, pois estava mesmo a chegar à intersecção das duas Auto estradas - A2 e A12.
A partir daí o trânsito voltou ao normal e não vi mais o tal fumo a sair do meu Bogas. Continuei o trajecto, embora com alguma cautela e, atenta a algum fumo que visse sair, até que olhei para o sinalizador da temperatura! Céus!! Estava quase no máximo! Não houve muito que pensar: pisca para a direita e encostar o veículo debaixo de uma ponte, à sombra. (o calor já se fazia sentir).
Abri o capô e - claro!! - sem pinga de água!
Não sei como foi possível fazer cerca de 1500 km sem gastar quase água e em menos de 100 km ela ter desaparecido por completo! Pois é... daquelas coisas que eles têm de vez em quando e nos levam à certa, deixando-nos desprevenidos.
Não adianta pensarem "É mulher, se fosse homem isso não acontecia", como eu já ouvi, porque se há algo com que tenho cuidado é o meu Bogas!
Colocar água não adiantou de muito, apesar de ter colocado ao nível normal, pois tchan tchan a junta da cabeça do motor... enfim... imaginem... foi-se!
Acabei por saber que foi devido ao radiador, apesar de eu no local ter verificado que ele não deitava qualquer pinga de água para o chão.
A seguir, foi colocar triângulo, chamar assistência, vir o reboque, o táxi que nos levou a Lisboa e todos aqueles trâmites que fizeram com que me esquecesse até da hora de almoço. Mas, verdade seja dita, a fome também não era nenhuma!
Depois, foi pensar: e agora? Que fazer? Voltar a casa? Seguir de transportes para Sul? Nada disso! Tomei a decisão de alugar um carro e lá fui directo ao aeroporto!
Claro que ao chegar me deparei logo com dificuldades - fim de semana da Páscoa, sem reservas!? - parecia piada, mas não desisti apesar de ter ouvido alguns "não" e "sem reserva não temos nada"! E fui recompensada quando alguém me disse: "Precisa de um carro? Nós temos! Agora descanse!" Um sorriso enorme se deve ter desenhado no meu rosto naquele momento, porque tinha conseguido! mais preparativos, papelada, pagamento e, finalmente me coloquei a caminho do Sul, mais uma vez, rezando para que mais nada houvesse.
A viagem decorreu com normalidade até 7 kms antes do meu destino, onde o carrito que me entregaram resolveu dar um apito - ai estes carros novos todos cheios de manhas e tecnologia avançada - e acender uma luzinha. Pensei comigo: "NÃO!! Já chega!". Afinal, não era nada de muito, muito importante, embora requeira alguma atenção.
Cheguei junto das pessoas que me aguardavam com algumas horas de atraso, mas cheguei bem e, isso sim, foi o importante.
Estava finalmente no Alentejo e aí permaneci até Domingo. Fui até Vila Nova de Milfontes, minha querida vila cheia de recordações dar o passeio habitual e pouco mais. Foi principalmente de total descanso.
Regressei dia 11, após o almoço, e a viagem até casa decorreu com toda a normalidade, em que fiz o que ainda não tinha feito: todo o trajecto sem entrar em Auto Estrada, num passeio calmo, sem pressas. E, principalmente, com pouco trânsito!!
E assim foram as minhas mini-férias da Páscoa!
Calculo que esta parte das minhas férias, já não invejem, não é? (*_*)

publicado por Anjo do Sol às 13:23
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Quarta-feira, 21 de Abril de 2004
Árvore

vento.jpg

Como essa árvore
Também eu finco os pés na terra
E tento que o vento
Não me derrube

Balanço para um lado
E para outro
As folhas caem no chão
Mas, finco os pés na terra
E permaneço

Os meus troncos
vão perdendo a sua força
As flores voam
pelos campos fora
Mas finco os pés na terra
E agarro-me à vida

Rasgam-se pedaços de mim
Golpeiam o meu tronco
Frágil pelas feridas
Mas finco os pés na terra
E não deixo que me levem

Não permito que me desfaçam
Não quero quebrar
Mas não sei se vou aguentar
O meu peito apenas sabe
Que as raízes que se estendem
Escondidas dos vossos olhares
Não podem secar
Não devem
Senão morro para sempre

E enquanto a seiva
Correr dentro de mim
E o meu corpo aguentar
Os pés na terra vou fincar
E aqui permanecer

publicado por Anjo do Sol às 13:10
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Terça-feira, 20 de Abril de 2004
Natureza Morta

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Sheyla Moretto
"Natureza Morta"
Óleo s/tela
Prémio Menção honrosa em Maio/96


Sheyla Moretto nasceu no Rio de Janeiro a 10 de Janeiro de 1947. Professora de educação artística e de didática da educação artística no curso magistério. Professora habilitada de História da arte. Professora de pintura em óleo e aguarela, com atelier próprio.

publicado por Anjo do Sol às 21:49
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Segunda-feira, 19 de Abril de 2004
Parabéns PAI

Para o melhor PAI do mundo, parabéns pelos teus 80 anos.
Tens sido o meu suporte toda a vida.
Um exemplo.
Só espero que possas contar as tuas histórias e aventuras de juventude, por mais alguns bons anos.
Adoro-te!

publicado por Anjo do Sol às 12:07
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Sábado, 17 de Abril de 2004
Arte

Isto é arte...
Aqui ficam alguns exemplos do trabalho de Luis Royo.
Já havia colocado um dos trabalhos dele e hoje ficam mais estes.
Decerto, trarei mais alguns, daqui por mais algum tempo...





A Mulher, a Paixão, o Erotismo, a Sensualidade
são quase sempre a base do seu trabalho...

publicado por Anjo do Sol às 22:45
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