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Segunda-feira, 26 de Julho de 2004
Blog

Meus amigos, tal como já havia dito, este blog será apenas para postar de vez em quando.
Assim, convido-vos a ir até ao novo, já que não regressarei aqui durante os próximos dias.

Já agora, todos os que colocaram este endereço de blog nos seus links, eu peço para alterar e colocar antes o novo.

Poderão também levar esse banner.

Encontrar-nos-emos aqui:



Até já!

publicado por Anjo do Sol às 12:20
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Carlos Paredes

Não sei se por apenas por falta de tempo se, principalmente, para não fazer como a maior parte, não tenho muito o hábito prestar homenagem no dia em que desaparecem estes grandes artistas do nosso tempo - de todos os tempos. Normalmente, faço-o uns dias depois.
Por isso, aqui fica a devida homenagem a Carlos Paredes. A música que ouvem é "Verdes Anos". São gemidos de uma guitarra.


«As pessoas gostam de me ouvir tocar guitarra, a coisa agrada-lhes e eles aderem. Não há mais nada», falou com a sua modéstia, ao jornal "Público" numa entrevista em 1990.

1925 - Nasce, a 16 de Fevereiro, em Coimbra, filho do célebre guitarrista Artur Paredes.

1929 - Com apenas 4 anos, aprende a tocar guitarra portuguesa com o pai.

1957 - Grava o seu primeiro disco, um EP intitulado apenas Carlos Paredes e publicado pela Alvorada.

1960 - Música de Paredes é utilizada na curta-metragem de Cândido da Costa Pinto Rendas de Metais Preciosos.

1962 - Compõe a banda sonora do filme de Paulo Rocha, Verdes Anos, cujos temas são publicados em EP pela Alvorada.

1964 - Compõe a banda sonora do filme de Jorge Brun do Canto, Fado Corrido.

1967 - É editado pela Valentim de Carvalho o primeiro longa-duração de Carlos Paredes, Guitarra Portuguesa, gravado nos estúdios da Valentim de Carvalho. O álbum é acompanhado por um texto de Alam Oulman, habitual colaborador de Amália.

1968 - Música de Carlos Paredes é utilizada nas curtas-metragens A Cidade, de José Fonseca e Costa, e Tráfego e Estiva, de Manuel Guimarães.

1972 - O LP Movimento Perpétuo é dividido em 3 EP publicados com uma semana de intervalo: Movimento Perpétuo, Mudar de Vida e António Marinheiro.

1975 - Regressa brevemente a estúdio para retomar as gravações do terceiro LP, interrompidas dois anos antes, mas durante o pouco tempo que está em estúdio apenas grava de novo algum do material já terminado. O disco ficará de novo inacabado.
É publicado pela Valentim de Carvalho o LP É Preciso Um País, onde o poeta Manuel Alegre diz poemas de sua autoria acompanhados à guitarra por Carlos Paredes.


1977 - Uma compilação de Carlos Paredes, intitulada Meister der Portugiesischen Gitarre, é publicada na República Democrática Alemã pela editora Amiga.

1980 - Estreia-se no Bobino em Paris, acompanhado por Fernando Alvim, em primeira parte de Paco Ibañez, numa actuação de três semanas.

1988 - Guitarra Portuguesa é editado em CD pela primeira vez.
Carlos Paredes publica o seu terceiro álbum de estúdio em nome próprio e primeiro para a PolyGram, Espelho de Sons. O álbum entra directamente para o 3.º lugar do top oficial de vendas.

1990 - É publicado Dialogues, um álbum em dueto com o contrabaixista de jazz Charlie Haden.
Out. - É editado em CD Concerto em Frankfurt.
Carlos Paredes assina pela EMI-Valentim de Carvalho, regressando à companhia onde gravara os seus momentos mais emblemáticos. Inicia pouco depois as gravações de um novo álbum de material original, que ficarão incompletas devido à doença, do foro neurológico, que acometerá o guitarrista.

1991 - Carlos Paredes e a sua acompanhante e companheira, Luísa Amaro, participam como convidados especiais no concerto dos Madredeus no Coliseu de Lisboa, concerto que será gravado e publicado em duplo CD em 1992 com o título Lisboa.

1992 - Carlos Paredes regressa aos palcos, em dois espectáculos no Teatro São Luís filmados pela RTP em alta definição.

1993 - É diagnosticada a Carlos Paredes uma mielopatia (hérnias na medula) que lhe prende os movimentos, impossibilitando-o de manejar a guitarra. Fica internado numa casa de saúde, em Campo de Ourique, Lisboa.

1994 - Aproveitando o 20.º aniversário do 25 de Abril, a EMI-VC edita em CD o álbum de Manuel Alegre É Preciso Um País.
Nov. – É editado em CD o álbum com António Victorino d'Almeida, Invenções Livres.

1996 - EMI-Valentim de Carvalho publica Na Corrente, compilação que reúne todo o material inédito em disco que Carlos Paredes deixara gravado para a Valentim de Carvalho antes da sua saída da editora em 1980, e algumas raridades: os seis temas que haviam ficado completos nas sessões de gravação interrompidas de 1973, os dois temas do single «Balada de Coimbra», publicado em 1971 e nunca incluídos em nenhum LP, e duas gravações inéditas, «O Fantoche» e «Na Corrente». O álbum atinge rapidamente o top-20 oficial de vendas de álbuns compilado pela AFP.

2004 - Carlos Paredes morreu a 23 de Julho.




Descansa em Paz

publicado por Anjo do Sol às 08:24
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Quinta-feira, 22 de Julho de 2004
Composição - Hilariante!!

Não resisto a colocar aqui esta Composição que chegou à minha caixa de correio. Fez-me rir energicamente e há muito que não ria assim a ler algo.
Digamos que a linguagem não é assim tão... poética, como é hábito eu colocar no meu blog, mas este texto merece aqui ficar.


Sei que o Sapo tem agora um problema novo - o de não serem visíveis os comentários que fazemos - mas, isso não implica que não possam ler, para que se riam tanto como eu.
Aqueles que ainda não conhecem, claro.



Então, aqui vai:


«A Composição do João (6ºano) - Uma obra prima!!


As rãs: eu gosto muito de rãs. As rãs arrotam a noite toda. As rãs são mais pequenas que as vacas e mais grandes que um pintelho. As rãs não têm pintelhos. As rãs põem ovos pela paxaxa que depois dão rãzinhas pequenas. Se as rãs tivessem pintelhos na paxaxa arranhavam os ovinhos que são muito pequenininhos e as rãzinhas que estão lá dentro iam morrer porque entrava água pelas arranhadelas e elas morriam afogadas e porque quando são pequenas não têm patas e não sabem nadar. Eu também ainda não tenho pintelhos mas já sei nadar. Também ainda não tenho paxaxa mas um dia vou ter muitas. As rãs são as mulheres dos sapos. Os sapos não têm unhas por isso não podem coçar os tomates. É por isso que eles andam com as pernas abertas a arrastar os tomates que é para os coçar. E quando se picam nos tomates os sapos dão saltos. As rãs também dão muitos saltos, por isso têm a paxaxa sempre aos saltos. Eu gosto muito de rãs. E gosto muito de sapos.»


 

publicado por Anjo do Sol às 15:01
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Segunda-feira, 19 de Julho de 2004
Amizade

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As palavras abaixo não são minhas, mas as uso porque exprimem o que penso fazer parte de uma verdadeira amizade. Dedico a todos aqueles de quem me considero amiga. Mesmo que afastados por qualquer razão. A amizade, quando é verdadeira, mantém-se apesar de obstáculos que possam surgir. Apesar de injustiças, medos, inseguranças, raivas. A amizade é um sentimento composto de sentimentos. Não é um estado de espírito. Ou se sente, ou não se sente. Ou existe, ou não existe.


Se eu pudesse tirar esta carga
de sofrimento dos seus ombros,
EU FARIA.

Se eu pudesse só por um minuto
tirar sua dor e fazê-la minha,
EU FARIA.

Se eu pudesse te dizer
"existe uma razão para tudo
que está acontecendo contigo",
EU DIRIA.

Eu faria qualquer coisa
para que você parasse de sofrer.

Mas às vezes
a rua da vida faz curvas
inexplicáveis e tortas,
e o mundo todo nos parece
frio e sem coração.

Eu quero te dizer o quanto
fico triste por não poder fazer
nada por ti.

Mas eu quero te deixar isto...

EU ESTOU AQUI !

Se você precisar conversar,
se você precisar chorar,
se você encontra conforto
em confidenciar seu
silêncio comigo.

Eu me importo contigo e
estarei sempre contigo!
Você é uma pessoa especial !!


publicado por Anjo do Sol às 19:55
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Domingo, 18 de Julho de 2004
Cair do Pano - Não era de G. G. Marquez!!

Dizem, do texto colocado no post anterior, que foi escrito por Gabriel Garcia Marquez.
ParEce que se tem caído nesse erro, desconhecendo-se a verdadeira origem do Marionetes, Carta de Despedida, Poema de Despedida, ou qualquer outro nome que lhe queiram dar. Têm sido vários.
Abaixo fica a transcrição de um artigo que recebi ontem por E-Mail, que vem desmentir, precisamente essa fraude.

Quem souber de mais alguma informação... transmita aqui. E deixem a vossa opinião.

Não coloco na íntegra o que recebi, mas fica aqui a maior parte de um texto, segundo indicação, terá sido escrito por Betty Vidigal, num artigo para um jornal ou revista.


«Qualquer pessoa que tenha intimidade com literatura percebe, ao primeiro relance, que Gabriel García Márquez não escreveria algo como Marionetes.
Que razões teria Gabo para se “despedir”? Em 24 de junho de 1999, ele se internara em uma clínica de Bogotá, queixando-se de intenso cansaço. Em 13 de setembro, recebeu de médicos de Los Angeles o diagnóstico de um câncer linfático. O tratamento começou imediatamente e poucas semanas depois anunciava-se que a saúde do autor de Cem Anos de Solidão havia melhorado. No entanto, em 29 de maio de 2000, o jornal peruano La Republica publicou La Marioneta como sendo “um poema de despedida que García Márquez enviou a seus amigos mais próximos, devido ao agravamento de sua doença.”
Em 30 de maio, todos os jornais do México reproduziam a notícia do La Republica. O La Crónica dizia, em manchete: “Gabriel García Márques canta uma canção para a vida”. Era um poema sentimental, cheio de lugares-comuns.
Inicialmente, o autor de Cem anos de Solidão – que desde 1975 vive no México, em um casarão antigo restaurado por ele mesmo, mas estava em Los Angeles naquele momento – não se deu ao trabalho de negar a autoria. Disse a amigos que o texto era tão ruim (ainda que possa parecer admirável para algumas pessoas) que não valia a pena perder tempo com isso. Naquela mesma semana outro texto, este de fato escrito por ele, sobre o náufrago cubano Elian Gonzáles, foi publicado em vários jornais com o título Shipwreck on Dry Land .
Em 31 de maio, porém, ao ver como se espalhava a crença de que ele de fato escrevera La Marioneta e estaria à beira da morte, García Márquez declarou: “Lo que realmente me puede matar es la vergüenza de que alguién me crea capaz de haber escrito un texto tan cursi , tán malo”, afirmação que foi reproduzida pelos meios de comunicação de todo o mundo. Quando leu o comentário de Márquez de que jamais escreveria algo tão ruim, o verdadeiro autor, o ventrílocuo Johnny Welch, veio a público declarando-se magoado: “A mí me duele profundamente que el señor García Márquez diga que él no se atrevería a escribir una cosa tan cursi, pero respeto su opinión. Yo no soy un letrado o una persona que haya estudiado Filosofía y Letras, soy un ser humano con la necesidad de comunicar lo que siente y lo hago con el corazón", disse ao jornal mexicano Reforma em 1º de junho de 2000.
(...)
Johnny Welch escreveu Marionetes para ser declamado, em shows, por seu títere Mofles. Quando se sabe disso, tudo se encaixa. Afinal, nenhum ser humano do sexo masculino teria motivos para dizer “aprendi tanto com vocês, homens...”. Já um boneco pode perfeitamente dizer isso. E, quando declara que vai ser guardado dentro de uma maleta – ora, onde mais você guardaria um boneco, se fosse ventríloquo? Claro que leitores inclinados a acreditar que se tratava de um poema-testamento interpretaram a “maleta” como um esquife.
Welch vive no México, onde tem certa fama. Isso de fama é coisa muito variável, localizada e regional. Enquanto o site americano Museum of Hoaxes se refere a “the obscure Mexican ventriloquist named Johnny Welch”, outro site, desta vez mexicano, intitulado “Famosos”, diz que “atualmente o ventríloquo Internacional Johnny Welch está em incursão pelo mundo da literatura promovendo suas duas obras mais recentes”. As obras em questão são dois livros, Lo que Me ha Enseñado la Vida e Hilos de Vida (suponho que os “fios de vida” sejam os que controlam os movimentos das marionetes...).
O texto aqui focalizado está no primeiro destes livros e tem o título de Si yo tuviera vida . A frase “Lo dice uma marioneta de trapo:” introduz o monólogo acima, chamado de “poema” por quem o divulgou. Ainda em 1º de junho – três dias depois de ter divulgado a falsa notícia inicial – La Republica publicou a seguinte nota: “Quem não merece a brincadeira de que foi vítima é Gabriel García Márquez. O texto que apareceu neste diário na última segunda-feira, na coluna de Mirko Lauer, é apócrifo. García Márquez tem seu câncer sob controle e nada previsível ameaça sua vida. Isto está confirmado. O texto publicado na segunda-feira foi enviado a Lauer pelo escritor Abel Posse, embaixador da Argentina no Peru, que o recebeu de amigos. Muitas vezes, insidiosamente, meteram-se com a vida de García Márquez. Agora querem meter-se com sua morte.”
Destrinchando-se a confusão, soube-se que Abel Posse recebeu o texto por e-mail da escritora Elizabeth Burgos, radicada em Paris. Ela, por sua vez, recebeu-o de Rosario Sosa, a quem não conhece. O e-mail tinha partido da Bélgica. Rosário Sosa, ao receber o “poema”, enviado por Donato di Santo, da Itália, enviou-o a 17 pessoas, entre as quais estava o presidente do Chile, Ricardo Lagos.
Antes de La Republica desmentir o que publicara, o jornal mexicano La Jornada tinha procurado confirmar a autoria de Marionetes. A secretária de García Márquez respondeu apenas: “El señor no escribe poemas.” A nota de correção no La Republica chegou tarde. Jornais do mundo inteiro já tinham reproduzido La Marioneta, com a informação de que se tratava de um “poema de despedida” de García Márquez . Como recolher todas as penas?
Embora esteja até mesmo em alguns sites de humor (acompanhado da advertência de que “nem tudo na vida é piada, leia esta reflexão do grande escritor colombiano, etc...”), a distribuição via e-mail é que foi responsável pela ampla divulgação do texto. Em geral, em forma de arquivos Power Point, com as inevitáveis ilustrações de flores, corações e quejandos, sempre explicando tratar-se de uma despedida “emocionada” enviada por Gabo a seus amigos mais próximos, por estar às portas de morte.
São evidentes as semelhanças entre este texto e aquele outro que foi apocrifamente atribuído a Borges, Instantes (o primeiro apócrifo a ser focalizado nesta série de artigos). Ambos falam em escalar montanhas e tomar sorvete, em dormir mais tarde ou dormir menos e, genericamente, falam no que se faria e não se fez durante a vida. Ambos, provavelmente, agradam ao mesmo tipo de leitor.
Segundo o site http://www.artistasmexicanos.com, Johnny Welch é licenciado em Direito, com especialização em Criminologia e criador de mais de vinte personagens. Este site diz que Don Mofles é um personagem “engraçado, de grande frescor e originalidade”. Mas, segundo o site peruano Vivências Literárias , é “um boneco que representa um velho malicioso que faz piadas pesadas”. O mesmo site Artistas Mexicanos diz: “considerado nos Estados Unidos como um dos ventríloquos mais importantes de fala hispânica, Johnny Welch recebeu em Cincinati o Distant Voice Award, prêmio mundial outorgado à sua habilidade e originalidade”. Depois que todo esse imbroglio se desenrolou, Joaquim Lopez Doriga, o principal âncora da Televisa, do México, reuniu García Márquez e Johnny Welch, acompanhado do boneco Mofles. Depois de passar o vídeo em que Gabo diz que não escreveria nada tão ruim, Doriga mostra o escritor dizendo a Johnny Welch que o poema é muito bonito, mas muito diferente de seu estilo. Posts em grupos de discussão dizem que García Márquez temia um processo por parte do ventríloquo, que alega ter vendido 20 mil exemplares do livro. Acredito que, pelo contrário, uma natural delicadeza de sentimentos o tenha levado a ser complacente.
O jornal Reforma de 7 de junho de 2001 relata que “Gabriel García Márquez visitou na terça-feira o ventríloquo Johnny Welch em sua casa em Lomas de Virreyes por aproximadamente uma hora, desculpou-se pelo que disse do poema e se deixou fotografar com o Mofles”.
Outro texto apócrifo circula na rede, atribuído a Gabriel García Márquez. Trata-se de uma “Carta a Bush”, sobre o atentado de 11 de setembro de 2001, nos EUA. O jornal equatoriano El Comercio diz, em 21 de fevereiro de 2003, que a agente do escritor, Carmen Balcells, que vive em Barcelona, na Espanha, e é responsável pela publicação de sua obra, nega enfaticamente que ele tenha escrito essa carta e ressalta que tudo que ele escreve passa por ela e nada é divulgado sem que ela leia antes – muito menos pela internet . Encerremos este artigo com uma declaração de Gabriel García Márquez, sim, autêntica: "Comecei a escrever por acaso, talvez somente para mostrar a um amigo que minha geração era capaz de produzir escritores. Depois caí na armadilha de continuar a escrever, por gosto. Aos doze anos estive a ponto de ser atropelado por uma bicicleta. Um cura que passava me salvou com um grito: “Cuidado!” O ciclista caiu por terra. O cura, sem parar, me disse: “Viu o poder da palavra?” Nesse dia eu soube.” »

publicado por Anjo do Sol às 00:04
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Sábado, 17 de Julho de 2004
Carta de Alguém - G.G.Marquez??!!

“Se por um momento Deus se esquecesse que sou uma marioneta de trapos, e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo.

Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais, porque em cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.
Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem, ouviria quando os outros falam e desfrutaria um bom gelado de chocolate.

Se Deus me oferecesse mais um pouco de vida, distribuiria de forma simples, deixando a descoberto, não apenas o meu corpo, mas também a minha alma.
Meu Deus se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperava que o sol nascesse.
Pintaria com as cores de Van Gogh, sobre as estrelas de um poema de Bennedeti, e uma canção de Serrat, seria a serenata que eu ofereceria à lua.
Regaria as rosas com as minhas lágrimas, para sentir a dor dos seus espinhos, e o beijo encarnado das suas pétalas.

Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida não deixaria passar um só instante, ás pessoas de quem gosto, que gosto delas.
Convenceria cada homem ou mulher que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor. Aos homens provar-lhes-ía, como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem, quando deixam de se apaixonar.
A uma criança dar-lhe-ía asas, mas teria de aprender a voar sozinha.
Aos velhos ensinar-lhes-ía, que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.

Tantas foram as coisas que aprendi com vocês, os homens.
Aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade, está em subir a encosta.
Aprendi que quando um recém-nascido, aperta pela primeira vez com a sua pequena mão um dedo de seu pai, o tem agarrado para sempre.
Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo, quando vai ajudá-lo a levantar.

São tantas as coisas que fui aprendendo com vocês, mas não me valeu a pena, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer.”

                                                                  Autor - Quem é, afinal??

publicado por Anjo do Sol às 22:18
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Sexta-feira, 16 de Julho de 2004
Quase Uma Despedida - Mas Não!

Este será um post de quase despedida. Não será totalmente, pois nunca sairei daqui deste espaço. Que me trouxe tantos amigos, ao qual dediquei tantas horas. Mas, será de parte dele.

E também não vou de férias.

As Palavras Apenas vão deixar de ser "apenas", para começarem a ser de Ouro.
Algumas, já muitos de vocês conhecem, de autores conhecidos; outras, poderão não conhecer, de desconhecidos, mas trá-las-ei para que passem a conhecer.
Exemplo disso, será a continuação de publicação de poesias de autores oriundos de países de língua portuguesa.

Virão também alguns temas de entre o vasto leque de assuntos que existem, sugestões, imagens, homenagens e tudo o mais queme lembre de cá colocar.
Com uma excepção: as minhas palavras.
Essas continuarão a ser apenas palavras, simples palavras.
E, não virão para aqui.
Serão colocadas no blog que hoje nasce.

Espero que me acompanhem para onde vou. Não sei qual passará a ser a casa de férias. Se uma, se outra. Que é, como quem diz, não sei em qual passarei mais tempo. Mas poderão encontrar-me num novo lugar, além deste.
Já vos direi qual.

O que tem acontecido com o servidor do Sapo no que respeita aos comentários, começou a deixar-me de tal forma desiludida, que acabei por perder o entusiasmo anterior. Depois, a vida profissional começou a ocupar muito mais tempo da minha vida; e a pessoal eu não poderia descurar. Daí que foi o blog quem sofreu com isso.

Neste momento, entrando em fase de descanso que durará até meados de Setembro, conto colocar em dia todas as visitas, conhecer novos blogs e aproveitar esta época mais calma para recuperar o gosto pelo blog.

A nova casa - de férias ou não - terá o mesmo nome e poderão entrar por aqui:


Lá, serão tão bem vindos como aqui.

Espero que continuem a visitar-me aqui e passem a ser visita regular LÁ!

Um bem haja a todos pelo que têm sido! ADORO-VOS!

A música que fica é o que sinto. Ao dividir o espaço em dois, ficarei com saudade deste também, da forma como ele existia. Um espaço que me deixou Mal Acostumada, como canta Araketu. Com o carinho e amizade demonstrado por todos. E que espero manter. "Sem você(s) não posso ser feliz". Por isso, aqui fica a música.

publicado por Anjo do Sol às 16:00
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Quinta-feira, 15 de Julho de 2004
Sugestão

Hoje apenas venho dar a conhecer o blog

Conversas de Xaxa 2.

Cliquem aí e conheçam essa equipa divertida.
Essa é a sua segunda casa. Nos meus links encontrarão também a primeira casa deles.
Parece que andamos todos em mudanças. Em breve (muito em breve... muito mesmo) serei eu.
Aproveito para pedir desculpa na minha ausência nos vossos blogs, mas hoje, dia 15, vi chegar o meu descanso. A partir da próxima semana e até Setembro, tudo será mais calmo e poderei visitar-vos com maior regularidade.

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publicado por Anjo do Sol às 23:53
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Terça-feira, 13 de Julho de 2004
Pablo Neruda

neruda.jpg


Não te quero a não ser porque te quero
e de te querer a não te querer chego
e de te esperar quando não te espero
passa meu coração do frio ao fogo.

Só te quero porque é a ti quem quero,
sem fim te odeio, e com ódio te peço
e a medida do amor meu, viageiro,
é não te ver e amar-te como um cego.

Talvez consuma a luz de Janeiro,
seu raio cruel, meu coração inteiro,
de mim roubando a chave do sossego.

Nessa história só eu morro
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero, amor, a sangue e fogo.

In Cem Sonetos de Amor

publicado por Anjo do Sol às 01:38
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Quinta-feira, 8 de Julho de 2004
Clarice Lispector

"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."

publicado por Anjo do Sol às 12:17
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