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Segunda-feira, 5 de Julho de 2004
Tio




Partiste.
Faz hoje um ano que viajaste para longe de nós.
Para um lugar melhor, talvez.
Acredito que sim.
A saudade ficou e permanece conosco.
Mas, longe de nós, estás perto.
Porque dentro de cada um que te estima.
O amor por ti, esse nunca se perderá.
A recordação, essa ficará para sempre.
Do teu sorriso.
Da tua calma.
Do teu humor.
Do teu carinho.
Do teu amor.
Procurei cravos brancos para te oferecer aqui.
A flor que sempre adoraste.
Apenas encontrei esses.
Aqui ficam com todo o carinho que sempre te tive.
E terei sempre.
Para mim, muito mais que um tio.
Um beijo com muito carinho, tio.
Adoro-te


publicado por Anjo do Sol às 12:03
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A todos os visitantes e amigos

Nas últimas semanas, o tempo tem sido mais escasso, por motivos profissionais, levando a que não consiga visitar todos os blogs dos amigos, como gostaria.
Devem também já ter reparado que até mesmo no meu blog eu não tenho colocado textos com a mesma frequência.
Lamento por isso, mas espero que tudo entre em ordem durante os próximos dias.
Agradeço a todos os que continuam a visitar-me.
Abraços e beijos a todos
                        Anjo do Sol

publicado por Anjo do Sol às 12:02
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Sexta-feira, 2 de Julho de 2004
Sophia de Mello Breyner - O Adeus

Hoje será um dia para não esquecer.
Depois de um desaparecimento no cinema, agora na literatura.
Faleceu hoje Sophia de Mello Breyner, após um internamento de 15 dias.



Para a homenagear, deixo aqui um dos seus poemas:

Naquele Tempo

Sob o caramachão de glicínia lilaz
As abelhas e eu
Tontas de perfume

Lá no alto as abelhas
Doiradas e pequenas
Não se ocupavam de mim
Iam de flor em flor
E cá em baixo eu
Sentada no banco de azulejos
Entre penumbra e luz
Flor e perfume
Tão ávida como as abelhas

Abril de 98

Coloco aqui a menção de alguns dos prémios ganhos por Sophia, retirado Daqui, onde poderão ver a restante notícia:

1964 - Grande Prémio de Poesia pela Sociedade Portuguesa de Escritores pelo seu livro «Canto sexto»
1977 - Prémio Teixeira de Pascoaes pelo livro «O nome das coisas»
1981 - Grau de Grã Oficial da Ordem de Santiago e Espada
1984 - Prémio da Crítica pela Associação Internacional de Críticos Literários
1987 - Grã Cruz da Ordem do Infante D. Henrique
1994 - Associação Portuguesa de Escritores outorga-lhe o Prémio 50 anos de Vida Literária
1998 - Grã Cruz da Ordem de Santiago e Espada
1999 - Prémio Camões
2000 - O Movimento Democrático das Mulheres Portugueses
entregou-lhe a Distinção de Honra
2003 - Prémio Rainha Sofia de Espanha

Ela descansará em paz, nós não a esqueceremos.

publicado por Anjo do Sol às 22:24
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Marlon Brando - O Adeus

Uma interrupção no desfilar da Poesia para lamentar a morte de um ícone do cinema.


Faleceu hoje com 80 anos Marlon Brando, um nome bastante emblemático da 7ª Arte.
Participou num número considerável de filmes, mas aquele que o lançou na fama foi "Um Eléctrico Chamado Desejo", mas outros filmes não iremos esquecer: "The Man", "Último Tango em Paris", "O Padrinho", entre tantos outros.

Talvez aquele que recordamos mais facilmente seja O Padrinho onde interpretou a figura de Don Corleone.



Mais um grande actor que desaparece dos nossos ecrãs.
Existem muitos bons actores hoje, mas nunca esqueceremos Marlon Brando.

Rest in Peace

publicado por Anjo do Sol às 18:42
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Poetas III - Moçambique




HELIODORO BAPTISTA


"Como Um Cão"

Como um cão curvo-me
e procuro ler nas marcas
que a noite não pôde
recolher o tempo.

Anima-me a superfície fabulária
onde o olhar do dia revolve
o que foi alvoroço vida
ou sinal te'nue.

Detenho-me na pegada junto à cama
e a mão precavida incha a memo'ria
nenhuma sensação acende
o que já está perdido.

(Perdidos os meus passos? A minha voz?
é assim tão terrível o amor ao homem?
a justiça foi calcinada em que ritual?)

Pouso então devagarinho
o ouvido na parede húmida
e eis que uma sombra volta-se
num largo aceno de simpatia.

Na paz indizível sopra
a fina aragem desanoitecida
a leve impressão
de um cochichar
uma porta entreaberta
onde pulsa uma esperança.

(Ontem já foi passado
e o minuto que vem
já é futuro).




A última frase do poema é algo como uma verdade para mim. Algo que afirmo há muito tempo: o presente não existe, é mera ilusão. Tudo é passado ou futuro.


publicado por Anjo do Sol às 17:48
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