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Sexta-feira, 20 de Agosto de 2004
Máscaras e Mesquinhez

Hoje recuei alguns anos e fui em busca de pedaços de mim que fui deixando no mundo da Internet, quando ainda nem se falava em blog’s.
Nas minhas memórias que não são perdidas no tempo, mas apenas adormecidas, para serem acordadas sempre que a necessidade se impõe, fui encontrar frases, conceitos, ideias e debates que são sempre actuais.
Penetrei no passado e perdi-me em leituras de outros tempos, anos.
Talvez a época em que acreditava piamente que o ser humano não era tão mesquinho como tenho vindo a conhecer.
Não foi assim há tanto tempo. Regressei ao passado de Março de 2002.
Sempre um pouco utópica mas, em simultâneo, com os pés assentes na terra, tentava não acreditar que fosse possível o ser humano poder preocupar-se mais com questões sem importância real, e menos com as essências da vida.
Acreditem, essa minha utopia ainda não desapareceu.
Mesmo que me depare todos os dias com a tal mesquinhez embrutecida por esta selva, até aqui na blogosfera, ainda acredito nas pessoas de bem.
E existem algumas dessas pessoas com as quais tenho o prazer de conversar e de considerar como amigas.

Em determinada altura, nesse tal fórum, comecei a falar de Mudanças de Personalidade que ocorrem no ser humano, e que chamamos vulgarmente de Máscaras. Talvez este seja mesmo o termo mais adequado.
E dir-me-ão vocês: e quem não usa uma máscara no seu dia a dia?
Também é verdade. Não deixamos de as usar sempre que disso necessitamos.
Não acredito numa pessoa que me diga: eu não uso qualquer máscara.
Como forma de defesa, escondendo fragilidades, sim. Não com o intuito de enganar a fim de deturpar verdades.
Mas, nem era bem a isso que me referia na altura em lancei tal tema a debate. Mas, sim à questão da mudança de personalidade para a adequar a alguém ou a algo determinado.
E dizia eu quanto a isso que, um dia, a máscara acaba sempre por cair e a verdadeira personalidade revela-se por debaixo da tal face que antes se mostrava límpida.
Quem me conhece desde há dois anos atrás dos fóruns do Sapo, lembrar-se-á deste tema que gerou alguma controvérsia.

Pegando nesta questão e aplicando-a agora e ao que tenho vindo a conhecer também aqui, na blogosfera, vejo que continuamos a ver e a descobrir máscaras.
Mas, estas caem com tanta facilidade que logo nos deparamos com a verdadeira face das pessoas que, de forma mesquinha, se preocupam demasiado com o que os outros fazem - se cantam, se dançam, se amam, se se deitam para a esquerda ou para a direita, se comem em pé ou sentados; pessoas que se deveriam preocupar um pouco mais com a sua própria vida e não perder tempo em busca de algo para tentar atingir o seu semelhante.
E eu pergunto-me: o que ganham com isso?

Pergunto ainda: porque não fazem da blogosfera um local de lazer em vez de um espaço de competição?
Porque não deixam a selva lá fora quando se sentam em frente a um computador e vêm conviver virtualmente com pessoas que nem se incomodam se escrevem, se pintam, ou se se mascaram de palhaços? Sim, mascaram de palhaços. Porque os palhaços de profissão usam uma máscara de riso quando, por vezes, choram, porque disso necessitam como o seu ganha-pão.
Porque insistem em fazer também da Internet, um espaço de guerra, em vez de um local de paz, riso e descanso?

Será por não lhes restar mais nada?

publicado por Anjo do Sol às 01:25
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Sexta-feira, 13 de Agosto de 2004
Parábola da Rosa




Um certo homem plantou uma rosa e passou e regá-la constantemente e antes que ela desabrochasse, ele a examinou.
Ele viu o botão que em breve desabrocharia, mas notou espinhos sobre o talo e pensou:
"Como pode uma bela flor vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?"
Entristecido por esse pensamento, ele se recusou a regar a rosa e, antes que estivesse pronta para desabrochar, ela morreu.
É assim com muitas pessoas. Dentro de cada alma há uma rosa: as qualidades dadas por Deus e plantadas em nós crescendo em meio aos espinhos de nossas faltas.
Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos. Nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir de nós, e, consequentemente, isso morre.
Nós nunca percebemos nosso potencial. Algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas mesmas. Alguém mais deve mostrá-la a elas.
Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou compartilhar é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas.
Esta é a característica do amor, olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras faltas.
Aceitar aquela pessoa em sua vida, enquanto reconhece a beleza em sua alma e ajudá-la a perceber que ela pode superar suas aparentes imperfeições.
Se nós mostramos a essas pessoas a rosa, elas superarão seus espinhos.
Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes.

(desconheço o autor)

Então, vamos olhar as rosas, e cuidar delas, apesar de todos os espinhos.

publicado por Anjo do Sol às 23:13
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Quarta-feira, 11 de Agosto de 2004
Mais uma vez - A Amizade!

Procura-se um amigo


Não precisa ser homem, basta ser humano,
basta ter sentimentos, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir.
Tem que gostar de poesia, de madrugada,
de pássaro, de sol, da lua, do canto,
dos ventos e das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém,
ou então sentir falta de não ter esse amor...
Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão,
nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados.
Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro,
mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e,
no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos,
que se comova, quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples,
de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer,
para contar o que se viu de belo e triste durante o dia,
dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados,
de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver,
não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando,
mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

(desconheço o Autor)

publicado por Anjo do Sol às 12:57
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Quinta-feira, 5 de Agosto de 2004
Tio

porsol.jpg

Hoje, dia 5. Faz um ano que faleceu o meu tio.
Faz hoje um mês recordava aqui a partida de outro tio.
Realmente o ano de 2003, foi um ano de despedidas.
Partiram ambos com um mês de intervalo.
Nenhum laço familiar os unia. Apenas o conhecimento e a amizade de duas pessoas que pertenciam a dois lados de uma mesma família.
Se, antes, pouco se viam, devido às circunstâncias - principalmente a distância, hoje, acredito que estejam juntos.
Cada um com o braço por cima dos ombros do outro, rindo como ambos gostavam.
Quase consigo ouvir o seu riso cristalino. As suas gargalhadas de quem ri com prazer.
Este quanto sofreu nos seus últimos dias, semanas.
Não pudemos evitar-lhe o sofrimento. Depois, ficou em paz.
Quando partiu para aquela outra dimensão. Em busca da companhia do outro meu tio que o esperava.
Para nós que o amamos, está vivo. Sempre estará.
Na nossa memória.
Nos nossos corações.
Beijos, Tio

publicado por Anjo do Sol às 22:41
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Quarta-feira, 4 de Agosto de 2004
Romantismo

Seremos ainda românticos
- e entraremos na densa mata,
em busca de flores de prata,
de aéreos, invisíveis cânticos.

Nas pedras, à sombra, sentados,
respiraremos a frescura
dos verdes reinos encantados
das lianas e da fonte pura.

E tão românticos seremos
de tão magoado romantismo,
que as folhas dos galhos supremos
que se desprenderem no abismo

pousarão na nossa memória
- secas borboletas caídas -
e choraremos sua história,
- resumo de todas as vidas.

 Cecília Meireles (in Mar Absoluto)

publicado por Anjo do Sol às 09:38
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