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Segunda-feira, 5 de Abril de 2004
O Espírito

Nada a fazer amor, eu sou do bando
Impermanente das aves friorentas;
E nos galhos dos anos desbotando
Já as folhas me ofuscam macilentas;

E vou com as andorinhas. Até quando?
À vida breve não perguntes: cruentas
Rugas me humilham. Não mais em estilo brando
Ave estroina serei em mãos sedentas.

Pensa-me eterna que o eterno gera
Quem na amada o conjura. Além, mais alto,
Em ileso beiral, aí espera:

Andorinha indemne ao sobressalto
Do tempo, núncia de perene primavera.
Confia. Eu sou romântica. Não falto.


                                                                 Natália Correia

publicado por Anjo do Sol às 22:53
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1 comentário:
De Anónimo a 7 de Abril de 2004 às 13:02
Da urgência do amor segues directo para as andorinhas do amor, que perseguem o calor e anunciam as primaveras. Ah, abençoado coração que se dilata!MJM
(http://babylonia.blogs.sapo.pt/)
(mailto:cacooco@hotmail.com)

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