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Sexta-feira, 2 de Julho de 2004
Poetas III - Moçambique




HELIODORO BAPTISTA


"Como Um Cão"

Como um cão curvo-me
e procuro ler nas marcas
que a noite não pôde
recolher o tempo.

Anima-me a superfície fabulária
onde o olhar do dia revolve
o que foi alvoroço vida
ou sinal te'nue.

Detenho-me na pegada junto à cama
e a mão precavida incha a memo'ria
nenhuma sensação acende
o que já está perdido.

(Perdidos os meus passos? A minha voz?
é assim tão terrível o amor ao homem?
a justiça foi calcinada em que ritual?)

Pouso então devagarinho
o ouvido na parede húmida
e eis que uma sombra volta-se
num largo aceno de simpatia.

Na paz indizível sopra
a fina aragem desanoitecida
a leve impressão
de um cochichar
uma porta entreaberta
onde pulsa uma esperança.

(Ontem já foi passado
e o minuto que vem
já é futuro).




A última frase do poema é algo como uma verdade para mim. Algo que afirmo há muito tempo: o presente não existe, é mera ilusão. Tudo é passado ou futuro.


publicado por Anjo do Sol às 17:48
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2 comentários:
De Anónimo a 3 de Julho de 2004 às 16:58
Devo dizer que adorei este blog e que em breve o irei linkar no meu cantinho. Bonita imagem de Luis Royo. Bjs***†Profetiza†Morta†
(http://www.profetizamorta.blogs.sapo.pt)
(mailto:bloody_rose666@hotmail.com)
De Anónimo a 2 de Julho de 2004 às 19:13
Talvez não dá tempo para apanhar o Presente. Talvez...**D,
(http://dcoelho.blogs.sapo.pt)
(mailto:daniela_coelho_@hotamail.com)

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